13 de dezembro de 1989

Inauguração do Centro de Convivência Popular da Vila Clara. Foto: Soma

Inauguração do Centro de Convivência Popular da Vila Clara. Foto: Soma

Luiza Erundina inaugura o Centro de Convivência Popular da Vila Clara. Fica na rua Antônio Bispo de Souza, às margens do córrego do Cordeiro, na zona sul. Está instalado em terreno de 2000 metros quadrados e possui quandra de esportes, galpão e área ajardinada. Faz parte deo projeto de recuperação das margens do cordeiro, combatendo as enchentes e criando espaços de lazer para a comunidade local. As atividades do Centro de Convivência Popular incluem oficinas de música e teatro, terapia ocupacional para crianças deficientes e núcleo do Mova, para alfabetização de adultos.

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12 de dezembro de 1989

Prefeita visita anél viário em São Miguel Paulista. Foto: Vilma

Prefeita visita anél viário em São Miguel Paulista. Foto: Vilma

Luiza Erundina entrega três ruas pavimentadas em São Miguel Paulista. São 2200 metros de vias públicas – as ruas Carlo Bibiena, Canarana do Amazonas e Erva de Santa Luzia – que completam as obras do complexo viário da avenida Alípio de Barros, melhorando as condições de trânsito naquela parte da zona leste.

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11 de dezembro de 1989

Prefeita na entrega dos caminhões. Foto: Soma

Prefeita na entrega dos caminhões. Foto: Soma

Luiza Erundina entrega 46 caminhões novos comprados pela Prefeitura, para equipar as Administrações Regionais e ampliar  os serviços de manutenção da cidade. Os novos veículos são tipos Munck, utilizado nos trabalhos de construção e reparo de galerias, remoção de galhos e colocação de tampas de bueiros; Carroceria, para o transporte de fucionários, recolhimento de placas e manutenção de áreas verdes; e Basculante, usado na colocação de cascalhos em ruas de terra, remoção de entulho, detritos e transporte de terra e concreto asfáltico, para obras em vias públicas.

Outros acontecimentos ocorridos neste dia

O secretário de Educação, Paulo Freire, dá aula inaugural em curso de capacitação para monitores do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos. O evento, na Faculdade de Direito da USP, no largo São Francisco, centro da cidade, reúne cerca de 20o representantes de movimentos populares.

O acontecimento marca a retomada de um projeto popular, que tinha sido interrompido pela ditadura militar, em 1964. Na época, o professor Paulo Freire coordenava o Plano Nacional de Alfabetização de Adultos que, por intermédio do método de ensino que leva o seu nome, intoduzira – criticamente – milhares de pessoas no mundo da leitura e da escrita, estimulando a perspectiva de, a partir do próprio saber, participar da transformação da sociedade. Por pretender que a educação fosse exercida como prática de liberdade, Paulo Freire foi expulso do Brasil e, por quase 20 anos, não pôde dar a sua contribuição direta, nas áreas da educação e cultura.

Outros acontecimentos ocorridos neste dia

A Secretaria de Educação publica a cartilha Reflexões sobre o processo metodológico de alfabetização, destinada aos monitores do projeto Mova. Epígrafe assinada pelo secretário Paulo Freire:

“O projeto político-pedagógico que estamos articulando pretende, em última instância, que partindo de uma primeira leitura do mundo, meninos e meninas, homens e mulheres façam a leitura  do texto, refaçam a leitura do mundo e tomem a palavra.”

Trecho da cartilha:

“Rejeitamos aquela prática tradicional de entregar ao educador um planejamento pronto do que deve ser feito. Entregar ao educador um pacote embrulhado e amarrado de aulas a serem dadas, com os conteúdos prontos e exercícios a serem preenchidos, mecanicamente, pelos educandos, é desrespeitar o educando, é embrulhar o próprio educador. É encher o educador de invólucros externos, destituindo-o da potencialidade intrínseca de pensar, desapropriando-o de seu poder de decidir, de intervir. Negamos, enfaticamente, o modelo técnico-burocrático, autoritário de educação.”

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09 de dezembro de 1989

Inauguração do Sacolão da Vila Joaniza. Foto: Luizinho

Inauguração do Sacolão da Vila Joaniza. Foto: Luizinho

A Secretaria de Abastecimento inaugura Sacolão da Prefeitura. Fica na avenida Imperador, 1955, em São Miguel Paulista, nas dependências da Central de Abastecimento Leste. Oferece verduras, frutas e legumes a preço único por quilo. A qualidade dos produtos é controlada pela Prefeitura.

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08 de Dezembro de 1989

A Prefeitura divulga nota conclamando a população a acompanhar as discussões sobre o Orçamento e a reforma tributária para 1990, propostos à Câmara Municipal pelo executivo. Diz a nota:

“O Orçamento prioriza a aplicação de recursos no atendimento às necessidades da grande maioria da população: postos de saúde, hospitais, creches, escolas, pavimentação de ruas e melhoria do transporte coletivo. Para obter esses recursos, a Prefeitura precisa aumentar  os impostos, principalmente o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

A administração municipal fez uma opção: decidiu cobrar mais de quem tem mais, isto é, das grandes empresas, dos proprietários dos grandes terrenos mantidos ociosos para fins de especulação imobiliária, dos donos de mansões e residências de luxo.

Ao mesmo tempo, ampliou a faixa de isenção do IPTU para moradias modestas ou localizadas na periferia, e reduziu o aumento para micro e pequenas empresas. Das residências, 32% ficarão isentas; das demais, 77% pagarão menos que o aumento da inflação; o mesmo ocorrerá com as micros e pequenas empresas, que são 39% dos imóveis não residenciais.

A grande maioria da população será beneficiada. Apenas uma minoria privilegiada é que terá aumento real de impostos. A reforma tributária e o Orçamento propostos pela Prefeitura, portanto, são instrumentos de justiça fiscal e social. Sua aprovação é do interesse de todos.”

Outro evento ocorrido neste dia

Luiza Erundina revoga regimento interno do Conselho municipal de Educação, instituído por decurso de prazo da administração anterior. A prefeita assina portaria e cria grupo de trabalho , com a finalidade de discutir e propor a organização de um novo conselho, elaborado em consenso com representantes de intituições públicas, usuários e trabalhadores da educação. Luiza Erundina justifica:

“A atual gestão assumiu o compromisso de construir uma proposta de ensino que rompa com o outoritarismo que, infelizmente, vem sendo constante na história da educação brasileira. Queremos um  Conselho Municipal de Educação pensado e construído a partir de debates com interessados nas questões educacionais, para que seja um órgão de decisão da vontade coletiva.”

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04 de dezembro de 1989

A Prefeitura implanta, em fase experimental, a Coletiva Seletiva de Lixo. Funciona num circuito de ruas da Vila Madalena, na zona oeste, atendendo a 3000 domicílios. Uma vez por semana, caminhões da Prefeitura recolhem sacos, distribuídos anteriormente à população, onde os moraores depositam vidros, plásticos, papéis e papelões. O material é levado ao centro de reciclagem e separação , no bairro de Pinheiros. 70% dos moradores aderem à Coleta Seletiv de Lixo. N primeira semana, recolhem-se5,6 toneladas. O material é comercializado e o faturamento, revertido em melhorias para o bairro.

São Paulo produz uma quantidade de lixo impressionante. São 12 mil toneladas por dia, o equivalente a uma fila de 2000 quilômetros de sacos de lixo de 20 litros, um do lado do outro. A Coleta Seletiva de Lixo reduz o volume de lixo que vai para os quatro aterros sanitários disponíveis. Eles costumam receber quase 90% do lixo coletado, que é enterrado, poluindo o solo e agredindo o meio ambiente. Outros 10% seguem para duas usinas de compostagem, onde o material orgânico é transformado em adubo para a agricultura. E uma pequena parte, em torno de 2%, o chamado lixo perigoso ou contaminado, proveniente dos serviços de saúde, são queimados em incineradores, em alta temperatura.

Na composição média do lixo paulistano, papéis, plásticos, metais e vidros, todos materiais recicláveis, respondem por 42% do total. Com o projeto, a Prefeitura adere a uma onda mundial. Trabalha para evitar desperdícios de materiais, que podem ser reaproveitados, e a sobrecarga dos aterros sanitários. Trechos do folheto distribuído pela Prefeitura, aos moradores da Vila Madalena:

“Nas maiores metrópoles do mundo a preocupação com a reciclagem dos materiais é constante. Muitas das embalagens dos produtos que usamos em casa podem ser reaproveitados como matéria-prima para novas embalagens. Assim a caixa de sabão em pó, feita de cartão, pode ser reutilizada na fábricação de papelão. É preciso entender que não é a caixa em si que vai ser reutilizada mas o material que vai ser picado, moído e retransformado em massa de papelão para a feitura de uma nova embalagem. Isto é reciclagem de materiais que, além do papel, pode ser realizada com vidro, plástico e metais. em todos estes processos de reciclagem há economia de matérias-primas virgens, energia de reprocessamento e, muitas vezes, economia de divisas com a redução de importação de matérias-primas.

O maior benefício da reciclagem de materiais é a proteção ambiental. Reciclando o papel a indústria não precisa derrubar mais árvores para fazer um novo papel. Cacos de vidro podem ser utilizados na fabricação de novas garrafas, com menos gasto de energia. Economiza-se tanto na elaboração das garrafas como na extração de matérias-primas básicas para a fabricação de vidro. O mesmo acontece com plásticos e metais. A reutilização destes materiais implica ainda a eliminação de gastos com importação de matérias-primas virgens como o petróleo, utilizado na fabricação de plásticos, e as sucatas  metálicas usadas em siderurgia.”

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30 de novembro de 1989

PROGRAMA DE OBRAS RECUPERA AS MARGINAIS TIÊTE E PINHEIROS

Luiza Erundina lança plano de recuperação das vias marginais, as pistas expressas mais importantes de São Paulo. A Prefeitura inicia o recapeamento de 1,5 quilômetros da marginal direita do rio Tietê, no trecho próximo ao Terminal Rodoviário Tietê e à ponte Piqueri. Junto com a marginal do rio Pinheiros, as duas vias cortam a cidade e recebem – diariamenente – cerca de 1 milhão de veículos. A Prefeitura está remodelando sinalizações, áreas verdes nos canteiros centrais e laterais, e efetua trabalhos de drenagens nas duas vias. A prefeita determina que as marginais recebam, prioritariamente, operações de tapa-buracos. Luiza Erundina informa que as usinas municipais de asfalto vêm produzindo material suficiente para tapar, todas as semanas, 5000 metros quadrados de buracos. Durante 1990, a Prefeitura vai executar obras de recapeamento em 60% da marginal do Tietê.

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